19/12/2007 15:45
Recife puxa comércio eletrônico
 

Recife puxa comércio eletrônico
Publicado em 16.12.2007

Nordeste é responsável por 10% dos negócios realizados pela internet no Brasil, com a expressiva participação do Recife e de Salvador


A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara E-Net), principal entidade multisetorial da economia digital no Brasil e voltada ao comércio eletrônico, identificou que 95% das empresas brasileiras utilizam a internet como instrumento de trabalho. Dessas, 52% empregam a ferramenta para pedidos de compras.

Em outras palavras, quase metade das firmas no Brasil já se utilizam do comércio eletrônico (e-commerce), sendo que deste montante, o Nordeste é responsável por 10% da participação, puxado principalmente pelos empreendimentos instalados no Recife e em Salvador. Este é um mercado que movimentará até o final de 2007 R$ 17,4 bilhões.
"As duas capitais nordestinas se destacam e puxam o crescimento do e-commerce na Região. No ranking das capitais que mais realizam B2B (negócios eletrônicos entre empresas) estão na ordem São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Porto Alegre e Recife", relatou o diretor da Câmara E-Net, Gérson Rolim, salientando que este tipo de relação comercial cresce a uma taxa de 50% ao ano e deve se manter neste patamar pelos próximos cinco.

Rolim salienta que 20% desta movimentação é realizada por pequenas e microempresas. Só no Natal este grupo deve gerar faturamento de R$ 200 milhões no Brasil. "Hoje há vários estímulos, como a Bolsa Web do Sebrae e até mesmo a Lei Geral das Microempresas, na qual a lei prevê prioridade de relação comercial com o governo para os grupos com os menores patamares de faturamento. A Petrobras, por exemplo, compra 100% de seu material de escritório através de leilões eletrônicos", comentou.

A internet também serve como ferramenta de expansão de mercado com baixo custo. Um exemplo disso é a indústria paulista Cobrirel, especializada na construção de moldes de alta precisão e injeção de termoplásticos de engenharia. "Criamos o comércio eletrônico por conta da dificuldade de ter revendedores cadastrados em todo o Brasil. Hoje, através de nossa página, conseguimos cobrir pedidos em todo o território nacional", salientou o diretor Antônio Trevisan.

Segundo Trevisan, o e-commerce representa hoje 6% do faturamento global de sua empresa, que movimenta R$ 2,5 milhões mensais. Do total dos negócios fechados pela internet, o Estado de Pernambuco ainda tem pouca participação, cerca de 3%. "A nossa expectativa é chegar a 10% de representatividade", salientou.

O comércio eletrônico não atinge apenas as empresas. Os consumidores finais também se utilizam cada vez mais desta ferramenta. Tanto que este setor já criou um grande grupo brasileiro especializado na busca de preços, presente em 11 países da América Latina. Trata-se do site Buscapé, que no início deste ano comprou o concorrente Bondfaro, criando uma empresa com faturamento anual de R$ 29,8 milhões (ano-base 2005). "Hoje o Brasil tem um contingente de 8,5 milhões de e-consumidores, num universo de 39 milhões de internautas. Há muito o que crescer", comentou Rolim.

FONTE : www.jc.uol.com.br



 
 
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