18/10/2007 17:11
Brasil está a só dois meses do leilão de 3ª geração de celular
 

Brasil está a só dois meses do leilão de 3ª geração de celular
Por Taís Fuoco, editora do Computerworld
Publicada em 18 de outubro de 2007 às 11h47
Atualizada em 18 de outubro de 2007 às 12h00
São Paulo - Nova fase da telefonia móvel vai envolver disputa por licenças que vão custar a partir de 2,8 bilhões de reais em 11 regiões do País.
A Agência Nacional de Telecomunicações fixou a data de 18 de dezembro para o leilão das freqüências de terceira geração, que vão trazer ao País a nova fase da telefonia celular, com banda larga móvel e recursos sofisticados de multimídia.

Serão 36 lotes em 11 regiões do País, com preços mínimos somados de 2,8 bilhões de reais. A data para a entrega das propostas por parte das operadoras interessadas é 11 de dezembro.

Segundo a agência reguladora, serão vendidas freqüências em quatro bandas - F, G, I e J - enquanto a banda H será vendida em um momento posterior porque o órgão pretende destinar esse espectro a novas operadoras que ainda não atuem no mercado ou a empresas menores que, eventualmente, não consigam comprar faixas neste primeiro leilão.

A agência manteve, no edital que será publicado no Diário Oficial na próxima semana, os compromissos de abrangência que propôs na consulta pública.

Dessa forma, quem quiser comprar faixas na região metropolitana de São Paulo deverá levar obrigatoriamente faixas na região Norte e quem comprar espectro no interior de São Paulo levará também a região Nordeste.

As obrigações de cobertura também foram mantidas. Assim, em dois anos, todas as capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes já deverão dispor da terceira geração, enquanto as cidades com menos de 30 mil habitantes deverão ter, pelo menos, a segunda geração de telefonia celular.
Hoje, cerca de 40% dos municípios brasileiros não dispõem de nenhuma rede de telefonia móvel e a Anatel pretende reduzir essa falha de cobertura com a disputa pela terceira geração.

Na Futurecom 2007, o conselheiro Antonio Bedran afirmou, em webcast na TV COMPUTERWORLD, que, assim como houve disputa acirrada no último leilão de segunda geração, em setembro, esperava o mesmo entusiasmo das operadoras na terceira geração.

"Os investidores estão acreditando que o País é viável e estão dispostos a investir", afirmou Bedran. Segundo ele, nas conversas que manteve com as operadoras pode perceber que "o leilão de terceira geração será um êxito". Para Bedran, "a terceira geração já se impõe" e, por isso, as operadoras irão disputar agressivamente as licenças.

No leilão das sobras de freqüência de segunda geração, houve ágios de mais de 1.200% em algumas regiões do Brasil e a agência arrecadou mais de 570 milhões de reais.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/telecom/2007/10/18/idgnoticia.2007-10-18.9185039024/paginador/pagina_2



Fonte: IDG NOW
 
 
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