Governo quer aumentar capacidade tecnológica da pequena empresa
A idéia, segundo o ministério, é criar uma rede com no mínimo 10 instituições, em 15 Estados, até dezembro de 2008. Os investimentos previstos até 2010 somam 677 milhões de reais.
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Por Agência Brasil
05 de outubro de 2007 - 13h15
Uma das ações do Plano de Ciência e Tecnologia 2007-2010, que está sendo fechado pelo governo, é a criação do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec) que visa, entre outros objetivos, a aumentar a capacidade tecnológica das micro e pequenas empresas.
O plano foi discutido na quarta-feira (03/10) em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, composto por ministros, empresários e cientistas. Lula quer lançar oficialmente o plano ainda neste mês.
O sistema será coordenado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), mas atuará em conjunto com centros universitários para a prestação de serviços e consultorias técnicas ao setor produtivo. A idéia, segundo o ministério, é criar uma rede com no mínimo 10 instituições, em 15 Estados, até dezembro de 2008. Os investimentos previstos até 2010 somam 677 milhões de reais.
O novo sistema também terá bolsas de mestrado, doutorado e iniciação científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) sobre desenvolvimento tecnológico industrial, além do Programa Nacional de Qualificação e Modernização dos Institutos de Pesquisa Tecnológica (IPTs), para que os órgãos acompanhem as necessidades e tendências das indústrias.
O plano prevê ainda, conforme o MCT, aumentar o número de bolsas de pós-graduação, especialmente nos cursos de engenharia, área com deficiência de pesquisadores, e de iniciação científica entre alunos do ensino médio.
Outras ações são estimular a entrada de pesquisadores nas empresas para a realização de teses e incentivar os empresários a criar estruturas internas de desenvolvimento tecnológico. A alternativa, de acordo com o ministério, é reduzir o valor pago pelo CNPq na bolsa de estudo do pesquisador e aumentar a contribuição financeira da empresa que, para isso, poderá ter benefício fiscal.
O CNPq e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ligada ao Ministério da Educação, deverão ainda criar programa de pós-doutorado para garantir a permanência de especialistas no país, principalmente nas regiões menos desenvolvidas.
Fonte: http://computerworld.uol.com.br/governo/2007/10/05/idgnoticia.2007-10-05.6871882558/
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